Salvador é o destino mais cultural que a gente vende, e também o que mais exige um roteiro. Sem plano, a pessoa fica no hotel e acha que não tinha o que fazer.
Salvador não é um destino de resort. É uma cidade grande, antiga e cheia de coisa para ver, e isso significa que ela pede roteiro. Quem chega sem plano costuma ficar na praia do hotel e voltar achando que a cidade não tinha nada, o que é o contrário da verdade.
Pelourinho, Elevador Lacerda, Mercado Modelo e as igrejas do Centro dão um dia cheio. Vale fazer com guia: a cidade tem quatrocentos anos de história e sem alguém contando fica só ladeira bonita.
É passeio de dia. À noite, o Centro se esvazia em boa parte da semana.
Farol da Barra, Rio Vermelho e Itapuã formam a orla que vale andar. O Rio Vermelho é o bairro para jantar, com o acarajé e a vida noturna que a cidade tem de melhor.
Morro fica na Ilha de Tinharé e se chega de barco, num trajeto que enjoa gente sensível a balanço. Não tem carro na ilha.
Como bate e volta rende pouco, e a travessia depende de mar bom, o certo é dormir lá. Duas noites é o mínimo para valer.
Praia do Forte fica ao norte, com vila estruturada, mar calmo e o projeto de tartarugas. É a melhor opção de bate e volta com criança pequena.
Carro de aplicativo para voltar à noite, nada de objeto de valor à mostra na praia e atenção redobrada no Centro fora do horário de movimento. É o mesmo cuidado que se toma em qualquer capital, e não motivo para não ir.
As chuvas se concentram do outono ao inverno. O verão é quente, cheio e caro, e é quando a cidade está no auge da vida cultural. Carnaval é um destino à parte, e precisa ser comprado com muita antecedência.
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